O que fazer em Amsterdam: um roteiro guiado por holandeses 

Amsterdã (Foto: Thais Sabino)

Cosmopolita, charmosa, cultural e povoada por bicicletas, a capital holandesa é tudo o que eu esperava. Os canais, as construções estreitas de três (ou mais) andares, as fachadas coloridas, flores nas janelas, tudo como a gente vê nas fotos dos amigos e reportagens por aí. Escolhi alguns pontos turísticos que não podiam faltar no roteiro de viagem, como a casa da Anne Frank e o Red Light District, mas o resto deixei por conta dos meus dois “guias holandeses particulares”.

Conheci lugares populares para turistas, mas também a história, cultura, as gírias e pontos que só os locais sabem onde estão. Aprendi a dizer a famosa “godverdomme” quando algo saía errado e a apreciar os lugares “gezellig”. Descobri que nunca havia pedalado (de verdade) uma bicicleta e fiquei encantada com a “parede de croquete”, em que você coloca uma moeda, abre a portinha de vidro e pega o seu snack. Tem muita coisa para ver em Amsterdã, e na Holanda como um todo, então recomendo reservar pelo menos uma semana para esse destino.

Bom, eu peguei um voo (muito longo) de Melbourne até a capital dos moinhos de vento. Mas para quem está no Brasil, existem vários voos saindo do Rio de Janeiro para Amsterdã e de São Paulo também. Entre as cias aéreas, a AirFrance-KLM é uma das que encontrei mais opções, tanto de voos direto como com escala em Lisboa, em Portugal. Já comprei minha próxima ida pela KLM saindo do Brasil. O voo direto tem duração de cerca de 12 horas. É o tempo de uma boa noite de sono!

Acredito que bicicleta é o melhor meio de locomoção pela cidade. Mas atenção para os “pedaleiros de feriado”: é preciso ter um pouco de experiência controlando a bike, não se incomodar com pessoas pedalando bem perto e prestar atenção no trânsito de fietsen. Transporte público e caminhada também são opções viáveis. Bom, vamos ao que interessa:

Vondel Park em Amsterdã (Foto: Thaís Sabino)

Vondel Park foi onde fiz minha primeira parada em Amsterdã. É um parque bonito, arborizado, decorado com flores, com espaço para prática de exercícios, banquinhos e mesas. É legal dar uma passada por lá, mas não gaste muito tempo andando por cada centímetro do parque. Saindo do Vondel Park, seguimos para a Museumplein, onde estão o Rijksmuseum, o Van Gogh Museum e aquele famoso letreiro “I <3 Amsterdam”. Você vai precisar ter paciência para tirar uma foto sem dez desconhecidos ao seu lado.

Essa praça é imperdível! E o museu do Van Gogh também. Compre ingressos antecipados, pela internet, custa EUR 17, para não passar horas na fila. Vale muito a pena! Você verá obras desde o início da carreira do artista, passando por diferentes influências e evoluções de técnica. A vida do Van Gogh é contada em pinturas, diários, e fatos expostos. Passei três horas admirando a coleção de obras de arte do pintor holandês, mas dá para ficar o dia todo lá dentro. Não é permitido tirar fotos.

O vizinho Rijksmuseum também é imperdível! É lá onde conheci toda a história da Holanda, cultura, trabalhos de outros artistas e praticamente tudo sobre o país. O Rijksmuseum abriga a pintura mais famosa da Holanda e uma das mais conhecidas no mundo: De Nachtwacht. Reserve um dia inteiro para explorar esse tesouro de arte. Também aconselho a compra dos ingressos com antecedência, custa EUR 17,50.

De Nachtwacht no Rijksmuseum (Foto: Thais Sabino)

A alguns minutos de caminhada dali está a Dam Square, uma praça importante para cidade, pela história e por ser palco para eventos e festivais. A praça abriga o National Monument, o antigo Royal Palace, a Nieuwe Kerk, que é uma igreja gótica do século 15, e o Madame Tussaud Wax Museum. A Dam Square é bem movimentada. Nos arredores, não dá para deixar de caminhar pelas ruas dos canais. No passado, as casas perto da água serviam de depósito para mercadorias trazidas pelos barcos.

Visitei também o Bloemenmarkt, mercado das flores, no centro de Amsterdã. São várias lojinhas que vendem plantas, sementes, flores e souvenirs. Vi tulipas de todo jeito. Perto dali, você vai encontrar armazéns de queijo para provar as variedades e comprar peças. Experimentei queijos que não conhecia nem pelo nome.

Bloemenmarkt em Amsterdã (Foto: Thais Sabino)

O Red Light District é legal conhecer no final do dia ou à noite. As ruelas são cheias de bares, as famosas “coffee shops” onde você pode experimentar o space cake holandês, e restaurantes. As vitrines com garotas de programa ficam nas travessas estreitas da rua principal. Apesar de a profissão ser legal, o problema de tráfico de pessoas e exploração de menores ainda é uma realidade.

Deixei a Anne Frank Huis por último, pois foi um dos lugares que mais mexeu comigo. Ao chegar lá, recebi fones de ouvido e um rádio. Conforme eu passava de um cômodo a outro, um novo áudio começava e contava um pouco mais da história de Anne. Os visitantes podem conhecer a casa, o esconderijo atrás da estante e reviver as descrições que Anne colocou em seu diário. Foi emocionante. Compre o ingresso com antecedência, custa EUR 9.

Pride Parade 2017 em Amsterdã (Foto: Thais Sabino)

Como eu disse no primeiro post sobre a Holanda, conheci de pertinho lugares fora do radar dos turistas. Aguardem os próximos posts.

                           

 

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