Tarkine Drive: roteiro pelo oeste selvagem da Tasmânia

Sumac Lookout, na Tarkine Drive, na Tasmânia (Foto: Thaís Sabino)

Se você está pensando em viajar para a Tasmânia, se organize para ir de carro ou alugar um veículo por lá. Com transporte próprio é possível conhecer lugares incríveis, passar quanto tempo quiser nos pontos de parada e traçar o próprio itinerário. Um roteiro que eu super recomendo é a Tarkine Drive, no oeste da Tasmânia. Se você gosta de natureza, prepare-se para ver florestas, praias selvagens, animais locais, rios, cachoeiras, árvores gigantes e uma diversidade incrível da natureza ao longo dos 60 quilômetros da rota.

A Tasmânia ganhou meu coração no segundo dia de viagem, quando percorri a Tarkine Drive. Saí de Stanley ainda pela manhã e segui rumo ao oeste. Abasteça o carro antes de partir, pois não há posto de gasolina ao longo da Tarkine Drive. Não esqueça de traçar o roteiro com antecedência, pois sinal de celular por lá é raríssimo. E leve jaqueta impermeável ou capa de chuva, já que na Tasmânia chove MUITO e na região da Tarkine a umidade é ainda mais elevada.

A rota tem incício em Arthur River, a pouco mais de 80 quilômentros, e uma hora de viagem, de Stanley. Lá, você consegue obter informalções turísticas sobre a região.

São 22 pontos de parada ao longo da Tarkine Drive. Selecionei os que mais me interessavam para visitar. Como eu iria para a costa leste no final da viagem, que abriga as praias paradisíacas da Tasmânia, concentrei meu roteiro em mata, rios e cachoeiras, e escolhi cinco dos 22 destinos.

West Point Reserve, na Tarkine Drive, na Tasmânia (Foto: Thaís Sabino)

Meu primeiro ponto de parada foi no West Point Reserve, na entrada da Tarkine Drive, um lugar que abriga praias selvagens e ondas gigantescas. Esse ponto foi habitado por aborígenes no passado e é famoso entre os surfistas. Para chegar lá, você dirige por uma estradinha de terra por cerca de 20 minutos.

Bluff Hill Pointna, na Tarkine Drive, na Tasmânia (Foto: Thaís Sabino)

Continuei para Bluff Hill Point, onde é possível ter uma vista mais panorâmica para as praias da costa oeste da Tasmânia. De lá, trilhas possibilitam acesso a algumas praias. Você também percorre uma estradinha de terra por cerca de 20 minutos para chegar até Bluff Hill.

Passei direto pelo ponto de entrada para a Arthur River Coastal Walk, que leva cerca de seis horas para ser percorrida, pelo mirante do Edge of the World e mais alguns outros pontos com vista para praias. O caminho então começou a ficar mais verde, com mata fechada e úmida. É incrível como em alguns quilômetros a paisagem da Tasmânia pode mudar completamente.

Kannunah Bridge, na Tarkine Drive, na Tasmânia (Foto: Thaís Sabino)

Parei, então, na Kannunah Bridge, construída sobre o rio Arthur. A vista de lá é linda e é um bom lugar para fazer piquenique e reabastecer as energias. Perto dali, tem o Sumac Lookout que é IMPERDÍVEL. Do mirante, dá para ver toda a floresta cortada pelo rio. Não deixe de passar pelo Sumac.

Trilha até o Lake Chisholm, na Tarkine Drive, na Tasmânia (Foto: Thaís Sabino)

O meu último eleito como ponto de parada foi o Lake Chisholm. Fiz uma caminhada de cerca de 30 minutos por lá, passei por árvores gigantescas até chegar ao lago, que é um sinkhole alagado pelas chuvas. O lago é enorme e mostra um pouco dos fenômenos naturais que estão por toda a região.

Trilha até o Lake Chisholm, na Tarkine Drive, na Tasmânia (Foto: Thaís Sabino)

O show da natureza continua por mais alguns quilômetros até o fim da Tarkine Drive, mas se quiser parar em mais lugares, terá que reservar mais de um dia para esse passeio. Quando saí do Lake Chisholm já passava das 16h.

Lake Chisholm, na Tarkine Drive, na Tasmânia (Foto: Thaís Sabino)

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