Viagem longa, trombose e meia de compressão

Meias de compressão devem ser usadas sob indicação médica
Meias de compressão devem ser usadas sob indicação médica

Meus pés sempre ficam com cara de pão após uma viagem longa, às vezes mal consigo colocar o sapato. Embora eu já tenha escutado muito sobre as tais meias de compressão, nunca fui realmente atrás para adquirir uma. Lembro que em 2014 fiquei curiosa sobre a história de duas irmãs que haviam acabado de fazer o trajeto de quase 30 horas Brasil – Nova Zelândia e estavam falando da importância da meia, e de como organizaram caminhadas pelo avião e tal. Pode parecer besteira, mas a preocupação delas é cheia de fundamentos.

Quando ficamos sentados por muito tempo, mais de oito horas, o sangue circula em ritmo mais lento, por isso os tornozelos e pés ficam inchados. As poltronas da classe econômica, que é como nós pessoas comuns viajamos – ALÔ PROMOÇÃO! – comprimem a veia principal da perna, prejudicam o retorno do sangue venoso ao coração, deixando-o grosso e mais propenso à formação de coágulos nas veias profundas, que é a trombose venosa profunda (TVP). O problema mesmo é quando esse coágulo, formado na perna, se solta e vai parar nos pulmões, ou seja, a chamada embolia pulmonar.

Dificuldade e dor para respirar são os sintomas mais leves, mas a embolia pulmonar pode causar morte súbita. O coágulo formado pode também entupir veias e artérias, provocar o inchaço e endurecimento das pernas. Calma! A trombose pode acontecer, sim, mas a incidência é mais comum em viajantes que têm fatores de risco. São eles pessoas que têm câncer, mobilidade reduzida, obesos, fumantes, gestantes, e quem tem histórico de coagulação. Mulheres que tomam anticoncepcionais também devem ter mais cuidado em viagens longas.

As meias ajudam a evitar a TVP, no entanto, devem ser usadas sob indicação de um médico. Cada meia é para um perfil de pessoa, de acordo com as predisposições e condições de saúde. Se você está com viagem marcada e já pensou em correr naquela loja de esportes e comprar um par de meia de compressão, recomendo visitar um profissional antes para ter certeza do que é mais indicado. Melhor fazer as coisas direito, né? Está na minha lista de tarefas antes da próxima ida ao Brasil.

Por falar nisso, da última vez que voei Brasil – Austrália, na janelinha, um casal de idosos sentou e caiu no sono ao meu lado, e fiquei tímida de pedir licença a todo momento para fazer aquela caminhada. Meus pés ficaram gordões, mas não tive nada sério. Depois dessa experiência, passei a sempre escolher o assento no corredor, assim levanto, me estico, e faço o que quiser sem incomodar o vizinho. Outra saída é viajar na classe executiva, né? Tá fácil! Se como eu, você é fã da classe econômica, e não troca ela por nada, essas dicas vão ser úteis:

– Escolha um assento no corredor
– Levante e caminhe a cada hora
– Use roupas confortáveis na viagem
– Beba bastante água
– Evite o consumo de bebidas acoólicas

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4 thoughts on “Viagem longa, trombose e meia de compressão

  1. Hoje em dia, sempre q faço viagens longas uso uma meia de compressão do tipo 3/4 e dedinhos de fora. A diferença é incrível. Eu ficava com pernas e pés inchados e melhorou demais. Meu Angiologia que me prescreveu o uso desse tipo de meia.

    1. Bom saber Cris! Eu preciso ir ao médico para saber qual é a indicada para mim, mas sem dúvida é importante para viagens longas, né?

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