O que fazer em Paraty? Praias, cachoeiras e pontos históricos

Paraty, no sul do Rio de Janeiro (Foto: Thaís Sabino)
Paraty, no sul do Rio de Janeiro (Foto: Thaís Sabino)

Ah, Paraty, por que demorei tanto para te conhecer? Eu visitei várias das praias e ilhas no entorno da histórica Paraty ao longo dos anos, mas só em 2016 consegui realmente explorar esse lugarzinho no sul do Rio de Janeiro. Paraty tem “passado”, foi sede do porto mais importante de exportação de ouro, tem praias, cachoeiras e uma arquitetura que, segundo a UNESCO, é o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso do Brasil. Quatro dias são suficientes para explorar o que Paraty tem de bom, mas é claro que passar um tempo mais longo nesse Patrimônio Nacional não é nada ruim. Veja abaixo dicas sobre o que fazer em Paraty.

Centro histórico de Paraty, no sul do Rio de Janeiro (Foto: Thaís Sabino)
Centro histórico de Paraty, no sul do Rio de Janeiro (Foto: Thaís Sabino)

A primeira dica para quem parte de São Paulo é pegar a estrada até Taubaté e depois descer por Ubatuba. Explico: segui meu GPS e fiz o trajeto via Cunha, que é muito bonito, mas horrível para dirigir! A rua é toda esburacada, estreita, e tão inclinada que não há carro que não esquente. Bom, continuando… Fiquei na pousada Casa do Mar, um pouco afastada do centro da cidade, mas com uma hospitalidade que me fez sentir em casa. Graças à dona Elisabete, quem me recebeu com um sorriso no rosto, daqueles que a gente dá para uma visita esperada. Paguei R$ 127,5 pela diária do quarto de casal.

Praia do Jabaquara, em Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Praia do Jabaquara, em Paraty (Foto: Thaís Sabino)

Passei o primeiro dia na praia do Jabaquara, um lugar mais sossegado do que a praia do Pontal, que é perto do centro. A praia tem um quiosque que serve porções, bebidas, além de locação de pranchas e caiaques. Para nadar, não recomendo: a água é cheia de algas e meio barrenta. A vista das ilhotas ao fundo, porém, vale a pena. À noite caminhei pelas ruas de pedra – que são uma graça, mas nada práticas para andar de chinelo, né? – e comi uma pizza ao som de samba em um restaurante na rua principal.

Passeio de barco
Para meu segundo dia em Paraty, fechei um tour com a escuna Banzay. Eu queria passar pelo Saco do Mamanguá e a maiora das companhias não vai para lá. É certo que contratar um passeio particular deve ser ainda mais legal, mas o preço sobe e muito. Paguei R$ 50 por seis horas de passeio, sendo que para uma lancha particular o valor sairia pelo menos 10 vezes mais (dividido entre os acompanhantes). O tour foi ótimo: visitamos o Saco do Mamanguá, Ilha do Mantimento, Praia Vermelha, Ilha da Pescaria, Praia da Lula, Ilha Comprida, Saco da Velha, Ilha do Algodão, Praia do Engenho e Lagoa Azul. Tivemos paradas no mar e em duas praias.

Passeio de barco pelas praias de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Passeio de barco pelas praias de Paraty (Foto: Thaís Sabino)

Passeio de barco pelas praias de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Passeio de barco pelas praias de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Passeio de barco pelas praias de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Passeio de barco pelas praias de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Passeio de barco pelas praias de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Passeio de barco pelas praias de Paraty (Foto: Thaís Sabino)

O jantar foi no famoso Paraty 33. Uma coisa que me surpreendeu em Paraty foram os preços da comida. Os pratos chegam fácil aos R$ 50 e não estou falando de nada muito elaborado, não. Mas, voltando, tive uma noite agradável, ao som de MPB, nesse restaurante. Ainda aproveitei para provar a cerveja local, chamada Caborê: aprovada! Por pura coincidência, viajei a Paraty durante um festival e a segunda noite teve nada menos do que Elza Soares no palco da praça central da cidade. Paraty recebe vários eventos ao longo do ano, e se você conseguir casar algum com a data da sua viagem é uma boa ideia.

Cachoeiras e cachaça
Logo pela manhã um jipe passou na pousada para o tour das cachoeiras do Parque Nacional da Serra da Bocaína. Custou R$ 60 e durou cerca de cinco horas. Visitamos as cachoeiras da Pedra Branca, do Tobogã – não deixe de escorregar -, Poço do Tarzan e mais uma “secreta”, segundo o guia. Paramos ainda no Alambique Pedra Branca, onde eu experimentei TODOS os tipos de cachaça produzidos na cidade. Até bala de cachaça teve. O guia ainda nos levou para degustação de queijos e geleias em uma loja local no final do passeio. Com o tempo bom, aproveitamos para jantar na praça central de Paraty, no Casa Coupê, que tem mesinhas espalhadas na rua: recomendo!

Passeio pelas cachoeiras de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Passeio pelas cachoeiras de Paraty (Foto: Thaís Sabino)

Passeio pelas cachoeiras de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Passeio pelas cachoeiras de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Alambique Pedra Branca, em Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Alambique Pedra Branca, em Paraty (Foto: Thaís Sabino)

Trindade
Paraty é rodeada por paraísos naturais famosos como Ilha Grande, Ilha Comprida, Praia do Sono e minha querida Trindade, essa última a apenas 16 quilômetros da cidade histórica. Trindade foi o primeiro lugar onde acampei “com as próprias pernas”. Naquela época, em 2006, não seu ouvia muito falar do vilarejo. Decidimos fechar a viagem com um dia por lá, passando pela Praia do Meio, do Caixadaço, pela piscina do Caixadaço e um mergulho na cachoeira da Pedra Que Engole. Que lugar maravilhoso! É certo que o centro comercial está mais desenvolvido, as trilhas com mais indicações, mas a beleza natural de Trindade continua ali, intacta.

Trindade, vilarejo a 16 km de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Trindade, vilarejo a 16 km de Paraty (Foto: Thaís Sabino)

Trindade, vilarejo a 16 km de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Trindade, vilarejo a 16 km de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Trindade, vilarejo a 16 km de Paraty (Foto: Thaís Sabino)
Trindade, vilarejo a 16 km de Paraty (Foto: Thaís Sabino)

Recomendo começar o passeio pela piscina natural, por conta da maré (começa a subir na hora do almoço), para depois visitar as praias. A trilha até lá leva cerca de uma hora. Para tirar o sal e se refrescar um pouco não há nada melhor do que um banho de cachoeira, né? No caminho até a Pedra Que Engole, existem várias piscinas de água doce e pequenas quedas d’água, onde passamos um tempo antes de partir. Trindade tem várias opções de restaurantes a preços muito mais convidatidos do que Paraty: aproveite!

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