Como a Nova Zelândia mudou a minha forma de enxergar o mundo

Em Cape Reinga, na Nova Zelândia (Copy)

Nunca contei aqui no blog sobre minha viagem para Nova Zelândia, sobre como passar um ano na “terra encantada” mudou a minha forma de enxergar a vida.  De como ganhei novas prioridade e sonhos… A Nova Zelândia tem esse poder de te fazer lembrar que o importante mesmo é o que você é, como você age e pensa. De te fazer desapegar do supérfluo, de te fazer parar pra ouvir e realmente enxergar – e não apenas olhar – o que está ao redor.

A Nova Zelândia não te julga, não te discrimina, não olha a etiqueta das suas roupas ou se os seus sapatos estão combinando com a bolsa. A Nova Zelândia não te seleciona com base no recheio da sua carteira, não perde tempo falando mal das pessoas, não te assusta, não te ameaça. Se tem uma coisa que a Nova Zelândia te oferece é a liberdade, de ser quem você quer ser, de rasgar contratos de padrões e usar o bom senso para criar suas próprias regras.

Não posso dizer que todo neozelandes vive e pensa assim, mas posso, sim, afirmar que me senti livre, aceita, bem recebida e em paz nos mais de 300 dias que passei lá. A energia da Nova Zelândia tem um poder incrível de abrir a mente, acalmar o coração e dar vida. Eu deixei de “sobreviver” nesse um ano, passei a dar mais valor aos momentos do que às coisas, comecei a preferir experiências às conquistas. Parei de adiar meus sonhos pelos motivos errados e me tornei uma pessoa mais intensa, que vê e sente cada pequeno detalhe do dia.

Viajar é, sim, uma alegria passageira, mas as experiências vividas podem causar mudanças, pequenas ou grandes, em vários aspectos da vida. O novo sempre tem algo para contar que você ainda não sabe, seja em viagens ou qualquer tipo de desafio ao qual a pessoa se submeta. E é esse o estilo de vida que quero para mim, que não me traga fortunas em contas bancárias ou mansões, mas bens tão – ou mais – valiosos que eu possa carregar comigo não importa para onde eu for.

Eu voltei a São Paulo após mais de um ano e quatro meses fora, fiquei três meses, e hoje estou descobrindo desafios, conhecendo novas culturas e exercitando minhas percepções no interior da Austrália. Fácil e confortável não são palavras que cabem nessa experiência, mas as mudanças que vejo em mim a cada dia, os aprendizados e superações são meu tesouro.

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