Praias Nova Zelândia: sete delas que você precisa visitar

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Piha, praia na Nova Zelândia

Uma viagem para Nova Zelândia geralmente é relacionada a esportes radicais, vulcões e picos nevados, enquanto as praias ficam esquecidas e ofuscadas pela vizinha gigante e praieira Austrália. Passei dois invernos duros na terra dos kiwis, mas meu verão por lá foi recheado de idas e viagens a praias pela Ilha Norte e posso dizer: os mares neozelandeses não deixam nada a desejar em beleza, excentricidade e segurança, já que tubarões e crocodilos não são comuns nas praias da ilha. Entre os meses de novembro e fevereiro, os termômetros podem chegar perto dos 30°C em alguns pontos da Ilha Norte, então frio não é uma desculpa.

Piha é uma praia próxima a Auckland, a cerca de 40 minutos de carro, e uma das mais famosas para surfistas. Além das ondas gigantes – não é o lugar perfeito para banhistas – o que chama atenção em Piha é a areia que é preta. Isso mesmo! A cor se dá pela alta concentração de ferro de origem vulcânica na região. O visual de um chão escuro e brilhante, uma pedra gigante, a Lion Rock, dividindo a paisagem e a floresta de Waitakere nos arredores: essa é Piha.

Também na lista de favoritas dos surfistas, e na minha de mera apreciadora de praias, está Mount Maunganui, uma península no extremo sul de Tauranga, a cerca de 200 quilômetros de Auckland. A praia fica no pé do vulcão Mauao, tem ondas constantes e um calçadão para quem quiser só curtir a vista. Minha recomendação é: fazer a trilha de cerca de 30 minutos até o cume do vulcão, a mais de 200 metros acima do nível do mar, e depois relaxar na praia. É muito provável que encontre brasileiros por lá.

Mount Maunganui, Tauranga, Nova Zelândia
Mount Maunganui, Tauranga, Nova Zelândia

A cerca de três horas e meia de Auckland, na região de Waikato, estão localizadas duas praias imperdíveis na passagem pela Nova Zelândia. Uma delas é a Cathedral Cove, ou Te Whanganui-a-Hei em Maori, usada como cenário para o filma As Crônicas de Nárnia. A praia é pitoresca, de aparência selvagem e isolada dos outros pontos de Coromandel. Para chegar até Cathedral Cove, é preciso percorrer uma trilha de cerca de 40 minutos, partindo de Hahei. Lá, um arco natural de rocha está instalado no meio da praia, além de uma pedra gigante a poucos metros da beira do mar que esculpida pelo vento provoca a imaginação com diferentes imagens.

Quer curtir uma “banheira quente” de frente para o mar? Hot Water, a poucos quilômetros da Cathedral Cove, é um dos poucos lugares onde voccê poderá curtir isso. A água do mar é fria, assim como a das outras praias da região, porém devido à atividade vulcânica presente ali, existe uma parte de Hot Water em que é possível cavar buracos na areia e transformá-los em verdadeiros ofurôs. A dica é chegar cedo com uma pá, escolher o lugar para o buraco – onde a água tem uma temperatura agradável – e curtir o resto do dia. O único ponto negativo dessa praia, é que atrai muitos visitantes e na parte da tarde é tão cheia que é até difícil de caminhar entre os buracos.

Se você gosta de explorar a vida sob o mar e quer ter uma experiência com as várias espécies de peixes, de caras e tamanhos diferentes na Nova Zelândia, não pode deixar de passar por Goat Island, uma reserva marinha a cerca de uma hora (ou 90 km) de Auckland.  A praia é pitoresca e tem uma extensão de cerca de 800 metros entre Cabo Rodney e Okakari Point. É uma das primeiras reservas marinhas na Nova Zelândia, inaugurada nos anos 1970, Se não se importar com o frio, é um bom ponto para fazer mergulho e passeio de barco.

Entre as viagens de verão que eu fiz e recomendo, está o trajeto até o topo da Nova Zelândia, um lugar chamado Cape Reinga. É lá onde o oceano Pacífico e o mar da Tasmânia se “encontram” e desenham uma linha nas águas, em Cape Reinga. É um local sagrado para os Maoris, segundo eles, Cape Reinga é onde os espíritos dos mortos partem à terra ancestral. A vista é, sem dúvida, estonteante, e existem trilhas com níveis de dificuldade diversos que levam a praias pitorescas e desertas. Com tanta beleza reunida, tenho certeza que assisti ao pôr-do-sol mais marcante da minha vida.

Na volta à Auckland, passei pela famosa 90 mile Beach, em que a atração é dirigir à beira-mar por quilômetros, entre ondas e dunas de areia. A praia estava deserta, o que tornou o passeio uma grande aventura. Para o trajeto, indico carro com tração nas quatro rodas para não atolar, que foi o que aconteceu na minha passagem por 90 Mile Beach. De qualquer forma, valeu a experiência e recomendo uma passada por lá.

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