Como escolher o melhor lugar para fazer intercâmbio?

No One Tree Hill, em Auckland
No One Tree Hill, em Auckland

Quais são os melhores lugares para fazer intercambio? Olha, essa é uma pergunta que ninguém pode responder para você, pois são tantas variáveis e tudo depende do que você quer, procura, sonha, gosta e pode pagar. Quando eu estava planejando a minha viagem pesquisei da Inglaterra à Espanha, até a Austrália e fui parar na Nova Zelândia. Cheguei a fazer entrevista em uma escola de Londres, enviar documentos para uma faculdade em Salamanca e ir a uma feira de estudantes sobre a Austrália. Organizar um intercâmbio exige muita pesquisa mesmo, é uma parte cansativa, mas fundamental.

O primeiro passo para encontrar o destino “perfeito” é decidir o que quer fazer na viagem, se é estudar uma língua estrangeira, curso profissionalizante, universitário, trabalhar ou fazer estágio para aperfeiçoamento. Partindo daí, dá para ter uma lista de possíveis países, você pode pedir ajuda para agências de intercâmbio nessa busca pelos melhores países para fazer intercambio. Eu queria fazer um mestrado na área de comportamento, pesquisei universidades que ofereciam  essa opção e fiz a minha pré-seleção. Nessa primeira fase, a Espanha ficou no topo e comecei a pensar em como seria a vida em Salamanca.

Mas aí entrou outra questão: grana. Mesmo com bolsa de estudos para a faculdade, eu não conseguiria me manter durante um ano sem trabalhar. Falei com algumas pessoas que moraram na cidade – famosa pela população de estudantes – e descobri que a combinação de passaporte estrangeiro + a alta taxa de desemprego local + crise na Europa não me ajudariam a arrumar um emprego no país para pagar as contas. As pessoas com quem conversei disseram que as “chances eram quase nulas”  e eu não tinha dinheiro para lidar com o “talvez”.

O orçamento não é o principal fator para bater o martelo por um destino, mas é o que vai tornar a viagem possível. Escolher países em que estudantes brasileiros são autorizados a trabalhar, mesmo que seja meio período, pode ser a solução para quem não tem dinheiro sobrando. Países como Canadá, Irlanda, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia estão na lista dos mais procurados por oferecer esse benefício, lembrando que os alguns têm restrições de acordo com o curso escolhido. Estudantes na Espanha, França e Inglaterra podem solicitar permissão de trabalho, concedida de acordo com o curso e tempo de permanência no país.

O custo de vida e valor da moeda estrangeira também devem entrar na conta ao escolher o destino do intercâmbio. A internet é uma bela aliada nessa pesquisa: dá para checar valor médio de aluguel e até preços de itens nos supermercados. Recomendo!  Você ainda pode cruzar o custo, com o salário mínimo multiplicado pelas horas permitidas de trabalho, para saber quanto deve ter de reservas para emergências. É possível encontrar essas informações nos sites do governo do país. Foi assim que a luz “Nova Zelândia” se acendeu na minha cabeça: valor da moeda, custo de vida e possibilidade de trabalhar.

O bate-papo com um amigo que havia acabado de passar um ano na terra dos Maoris me fez bater o martelo. Ele contou como a Nova Zelândia tinha uma vibe positiva de paz e amor, era tranquila, exótica e cheia de belezas naturais para conhecer. Esse é um dos principais filtros na hora de determinar o destino perfeito para um intercâmbio: o tipo de clima, ambiente e cultura que vai te fazer feliz. Morar na praia não é para todo mundo, assim como o fervilhão de uma grande cidade pode ser pesadelo para alguns. O segredo é pesquisar, criar lista de prós e contras, colocar valores no papel e calcular o resultado.

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