Melbourne a pé: explore ‘a melhor cidade do mundo’ para se viver

Vista de Melbourne e do Yarra River

Ual! Essa foi minha primeira reação ao atravessar a ponte West Gate em direção a Melbourne. Trânsito, semáforos, viadutos, arranha-céus; toda aquela loucura que eu já não via há um ano me deixou até tonta. Desci do carro e parecia que era minha primeira vez em uma cidade grande, foi aí que me dei conta de como Auckland, na Nova Zelândia, é uma cidadezinha tão pequena. Melbourne é a segunda área urbana mais populosa da Austrália e foi considerada, por cinco anos consecutivos, a melhor cidade do mundo para se viver. Existem diversas formas de desbravar essa multicultural metrópole, você pode fazer um tour turístico de ônibus, de bike, usar o Tram (uma mistura de trem com troleibus) para se locomover ou “bater perna”, que foi a minha escolha.

Federation Square, em Melbourne
Royal Botanic Garden, em Melbourne
Royal Botanic Garden, em Melbourne

Vou compartilhar com vocês como elaborei meu roteiro para visitar os principais pontos da cidade sem acabar com a sola do tênis no final do dia. Meu ponto de partida foi a Federation Square, no coração da cidade, onde está localizado o centro de informação turística. Lá, você pode pegar diferentes mapas, calendário de eventos, reservar passeios e pedir dicas do que fazer. É muito organizado! Tem até senha! Enfim, peguei meu mapinha e tracei a rota. A Federation Square é um ponto super cultural de Melbourne, com museus, galerias de arte, teatros e restaurantes. De lá dá para ver a charmosa estação de trem Flinders, a antiga igreja St. Paul´’s, prédios com arquitetura nostálgica e outros arranha-céus espelhados impondo toda a modernidade do nosso século.

Bom, segui às margens do Yarra River, que corta a cidade, sentido Botanic Gardens. A caminhada de cerca de 20 minutos é linda. De um lado o rio e a vida agitada de uma cidade grande ao fundo, do outro bares e restaurantes que se aproveitam da localização estratégica para colocar mesas em decks de madeira e atraírem ainda mais clientes. Melbourne é uma cidade conhecida pela gastronomia e eu tenho que concordar que tem muita opção mesmo. Continuando… o Botanic Gardens é uma gracinha, caminhei ao redor do lago e aproveitei os banquinhos no gramado para descansar por alguns minutos.

No caminho de volta ao centro da cidade, optei por pegar a Alexandra Ave, que dá acesso ao Queen Victoria Gardens de onde dá para ter uma boa visualização da Eureka Tower, que tem 297 metros de altura e um deck com vista panorâmica da cidade. Passei novamente em frente à Federation Square e segui para a principal via do CBD, a Swanston St. Melbourne tem cerca de 4 milhões de habitantes e a minha impressão era de que todos estavam caminhando por ali naquela hora. Vi lojas de todos os tipos e marcas, mercados, vendinhas, cinemas, restaurantes, banca de jornal (já fazia mais de um ano que não via), e todo tipo de comércio. É bem legal a mistura de arquitetura e cores do centro de Melbourne.

Caminhei pela Collins St, dei algumas voltas nos arredores e voltei para a Swanston St. A cerca de cinco quarteirões da Federation Square avistei os “arcos” (ou uma espécie de portal) para Chinatown. A decoração de Chinatown Precinct é totalmente diferente, muito vermelho e dourado, lustres diferentes e placas das lojas em chinês. O cheiro dos restaurantes dá água na boca e as pessoas fazem fila para conseguir um lugar na hora do almoço. São três quarteirões de cultura chinesa, vale muito a pena dar um pulo lá. Segui até o fim de Chinatown, até a Parliament House que fica rodeada por mais algumas catedrais magníficas. E, então, entrei na rua Nicholson rumo ao bairro Fitzroy.

Fitzroy, bairro em Melbourne
Fitzroy, bairro em Melbourne

Parei para tirar algumas fotos no Museu de Melbourne e no Carlton Gardens e segui para a rua Gertrude, localizada bem em frente ao museu. Ah, Fitzroy! Me apaixonei no primeiro minuto que vi as casinhas vitorianas, aquele clima de vila, os cafés, padarias, lojas vintage, artes nas paredes e, para completar, um trenzinho colorico e charmoso passando nas ruas. Fitzroy é imperdível! As vias mais famosas são Gertrude e Brunswick. Parei para tomar um café e saborear um croissant caseiro: maravilhosos. A infinidade de “cantinhos” cheios de estilo é incrível, não deixe de explorar as ruelas e vielas do bairro.

Para fechar com chave de ouro, voltei ao centro pela La Trobe St e Elizabeth St e assisti ao pôr do sol no Yarra River, tomando uma boa gelada com vista para a arquitetônica Seafarers Bridge. Esse foi o meu trajeto para conhecer um pouco de Melbourne, não inclui o famoso cassino ou o Victoria Market na minha lista, ou mesmo a St Kilda beach, mas gostei do que vi. Melbourne é uma cidade agitada, cultural, artística e intelectual. A temperatura é inconstante e o lema de quem vive lá é: “não gostou do tempo? Volte daqui 30 minutos”.

4 thoughts on “Melbourne a pé: explore ‘a melhor cidade do mundo’ para se viver

  1. There are some interesting points in time in this article but I don’t know if I see all of them center to heart. There is some validity but I will take hold opinion until I look into it further. Good article , thanks and we want more! Added to FeedBurner as well

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