Tortola e Saint Thomas: viagem pelo Caribe

Próxima parada: Saint Thomas. Eu já estava maravilhada com a parada em Nassau, aquele mar delicioso, clarinho e morno – sou friorenta – e a vista para uma natureza ainda não deteriorada pelo homem. Mas, Saint Thomas me deixou um pouco mais ansiosa, não pela praia em si, pois antes de receber este convite, não sabia nem onde ficava a ilha. Só após receber o convite é que me inteirei e compartilho: faz parte das Ilhas Virgens Americanas, é cercada pelo mar caribenho e o porto – a maioria dos turistas chega de navio – chama-se Charlotte Amalie. Voltando, o real motivo para a animação foi um passeio que comprei para fazer em Tortola: o Dolphin Encounter, por cerca de US$130.

Tortola

Chegamos ao porto pela manhã e o calor já estava intenso, decidi usar chapéu desta vez para proteger um pouco a pele do sol. A maioria dos integrantes do grupo de jornalistas não quis viajar até Tortola, mas eu não perderia por nada encontrar o golfinho, no caso, uma fêmea ainda “criança”, a Coco. A também jornalista Janaína Lima me acompanhou na aventura. Logo que descemos do navio, entregamos nossos documentos (passaporte e cartão de identificação da cabine) e preenchemos um papel para a imigração, afinal, Tortola já é território britânico.

Coco - Tortola
Coco – Tortola

Depois de alguns desencontros, embarcamos e viajamos por mais de uma hora em um barco que parecia sambar sobre as ondas. Ao chegar a Tortola, fizemos a imigração de forma rápida, ganhei um carimbo das Ilhas Virgens Britânicas no passaporte e segui para o ônibus que nos levaria até o local dos golfinhos. O que eu conheci da cidade foi através da pequena janela de vidro, em uma velocidade que não era possível assimilar todas as informações vistas pelos olhos. O que eu vi – casinhas coloridas com clima praiano, ruas limpas e organizadas – me agradou.

Chegamos! A primeira orientação foi para não tirar fotos, só que chegou um pouco tarde a mim, que já estava encantada dando vários cliques em um golfinho curioso. Guardamos os pertences em um armário semicoletivo, classifico-o assim, pois eram várias divisórias sem portas ou chaves. Vestimos coletes salva-vidas, assistimos a um vídeo com instruções sobre o passeio e voilà. Não gosto muito ser a estreante, mas quando me dei conta, já estava como primeira da fila.

Os golfinhos ficam no mar, no entanto, cercas os impedem de fugir dali, o que achei e continuo achando bastante injusto, já que os animais ficam presos. O que me confortou foi o carinho da treinadora pela Coco e a cumplicidade entre elas. Logo que entramos no “tanque” – um grupo de cerca de 10 pessoas – Coco começou a se exibir com saltos e giros, parecia feliz. A primeira instrução da treinadora foi para que todos estendessem uma das mãos para que Coco passasse e pudéssemos sentir a pele dela – macia e com uma textura meio emborrachada.

Dolphin Encounter - Tortola
Dolphin Encounter – Tortola

Nas fotos, pude ver o quando eu estava feliz: sorriso de orelha a orelha, olhos arregalados e cara de boba. Coco jogou água com a nadadeira, pegou as argolas que arremessamos na água e as levou para a treinadora, fez piruetas, acenou que sim e que não com a cabeça, além de fazer um barulhinho bastante fofo. Coco, é claro, é uma modelo profissional e soube posar para as fotos. Ao colocar as duas mãos com as palmas viradas para cima sob a água, ela encaixou o focinho e bastou aproximar o rosto para ganhar um beijo. Ela também deu o famoso french kiss, as nadadeiras para segurar e colocou o “nariz” em uma bola levantada. Simplesmente, demais!

O tempo foi curto, ficamos apenas 30 minutos com a Coco. Na despedida, cada visitante entregou um pedaço de peixe fresco na “boquinha” dela. Na opção de passeio Swim with Dolphin, que custa cerca de US$ 170 na agência do navio, é possível segurar na nadadeira do golfinho e nadar alguns instantes com ele. Pareceu-me divertido, mas não posso dar mais detalhes, pois não experimentei.

Quem tira fotos com um golfinho e não as compra depois? Acho que foi essa pergunta que um dos administradores do local se fez ao estipular o valor de US$ 30 cada uma. Assim, eles acabam induzindo os visitantes a comprarem o pacote com todas as imagens, por cerca de US$ 160. Como boa turista que sou, comprei, rachamos o valor, eu e Janaína. Ainda tivemos uma horinha para comer e tirar fotos. Como não há praia próxima ao local, não consegui desbravar muita coisa de Tortola. A lanchonete vende lanches, refrigerantes, sucos e salgadinhos a preços até que justos – paguei US$ 1 em uma imitação de Ruffles.

Já eram 15h quando embarcamos para o retorno a Saint Thomas. O navio partiria às 18h, então tínhamos algum tempinho para aproveitar. Um aviso importante é não esquecer o passaporte com o visto norte-americano, pois no retorno ele é requisitado. Um casal estava apenas com o passaporte mais recente, que não continha a informação e teve problemas para imigrar. Como o imprevisto atrasaria a volta ao porto, decidimos pegar um taxi até a praia mais próxima: a Lindbergh Bay, em frente ao resort Emeald Beach.

Lindbergh Bay – Saint Thomas

Linda, com águas calmas e rodeada pelo verde da natureza, assim descrevo a praia. À beira-mar, vários barzinhos vendem cerveja, petiscos e afins. O melhor é que após as 16h a cerveja é mais barata, o que nos animou a fazer um brinde. Achei a praia de Paradise Island, nas Bahamas, mais bonita, por causa da areia e água mais claras. Porém, o clima de paz da Lindbergh Bay, quase deserta ao final da tarde, me conquistou e a hora que passamos ali foi muito pouco para o quanto eu gostaria de ficar. Tivemos ainda tempo para passar em uma loja de drinques no porto antes de voltar ao cruzeiro.

Porto Charlotte Amalie - Saint Thomas
Porto Charlotte Amalie – Saint Thomas

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