Viagem para Bahamas: uma manhã no paraíso de mar azul-turquesa

Foto: Thaís Sabino

Ulalá! Bahamas? Foi exatamente esta a minha reação ao receber um convite da Royal Caribbean para fazer um cruzeiro pelo Caribe, com paradas em Bahamas, St. Thomas e St. Marteen. Depois do primeiro dia de navegação, só conseguia pensar nas praias paradisíacas que estavam por vir. Bahamas é um país independente formado por mais de 3 mil ilhas que são rodeadas por um mar azul-turquesa. No mapa, Bahamas está acima de Cuba, Haiti e República Dominicana. Dá para chegar de navio ou avião, o principal aeroporto fica em Nassau.

Minha primeira dica para quem pretende conhecer o destino entre os meses agosto e setembro é: roupas leves, protetor solar e muita hidratação. O sol e o clima abafado são bem intensos. Ah, claro, que câmera fotográfica não pode faltar porque as belezas naturais são realmente de tirar o fôlego. O navio aportou eram 7 horas da manhã e, para não perder um minuto sequer, estava pronta para descer. Eu imaginava Bahamas como um lugar cheio de socialites, carros conversíveis e mansões cinematográficas. Mas, o que eu encontrei foi bem diferente e, para ser sincera, achei bem mais a minha cara: casinhas coloridas, vizinhança com cara de interior e um clima “a la Jamaica”. É acolhedora.

Foto: Thaís Sabino

Foto: Thaís Sabino

Como uma turista prendada eu já havia pesquisado alguns lugares para visitar e com dor no coração elegi apenas um, pois teríamos cinco horas para curtir a ilha. Entre as opções, estavam Love Beach, Cable Beach, Cabbage Beach e a praia do resort Atlantis – muito recomendada – que fica em uma ilhota vizinha a Paradise Island. Fiquei com a última opção. O Atlantis tem acesso às praias Cove, Paradise Lagoon, Atlantis Beach e Paradise beach, além de ter aquário, opção de interação com golfinhos e parque aquático. Logo no porto ficam diversos “táxis” – vans que levam pessoas a diversos destinos – que oferecem passeios por toda a ilha.

O “táxi” custou US$ 4 por pessoa e levamos cerca de cinco minutos para chegar ao Atlantis. Então, veio a surpresa: para aproveitar a praia que fica em frente ao resort teríamos que pagar US$ 69 cada um. O preço até que era justo, pois o valor dá direito a usufruir da praia, do parque aquático e do almoço no hotel. Só que como teríamos apenas duas horas para ficar lá – depois partiríamos para o centro de Nassau – optamos por não comprar o “day pass”.

Foto: Thaís Sabino

Seguimos para uma praia pública, logo ao lado do hotel. Caminhamos por alguns minutos e logo chegamos ao mar maravilhoso de Bahamas, de tirar o fôlego. Cadeiras e guarda-sol são pagos e o preço pode ser negociado de acordo com o tempo de estadia na praia. Pagamos US$ 20 pelo guarda-sol por duas horas. O aluguel das cadeiras custava cerca de US$ 30. Os moradores da ilha também oferecem passeios de jet ski, banana boat, drinques, bijuterias e roupas de praia. O drinque típico é o Bahama Mama, uma combinação de rum, xarope de romã, suco de laranja, suco de abacaxi e gelo.

A vista é maravilhosa, nos primeiros momentos, parecia estar olhando para uma piscina. De fora, é um mar azul-turquesa que só se imagina em sonhos, ainda mais margeado por uma areia clarinha. Quando mergulhei pude ver tudo de tão transparente que é a água. E o melhor: ela é morna, então não tem aquele choque térmico de sair de um calor de 30°C sob o sol para um mergulho gelado. A ausência de ondas me agradou ainda mais e enquanto estava no mar passaram diversos cardumes bem pertinho de mim, atraídos por pedaços de pão jogados por alguns turistas. Fiquei quase duas horas direto no mar, mas tive que me despedir, pois ainda tinha o centro para conhecer. Tomei uma cerveja longneck (Heineken e Budweiser custa US$  5) e parti.

O centro fica próximo ao porto, pegamos novamente o táxi e cinco minutos depois já estávamos checando as vitrines. Passei por lojas de prata – estava bastante animada, mas os preços são bem parecidos com os do Brasil -, lojas de bebidas e charutos, souvenires, roupas, relógios, diamantes e pedras preciosas.  Sinceramente, os preços não me atraíram, já que eu não estava em busca de joias ou relógios. Comprei um bolo de rum da marca Tortola (US$ 6), sabor banana, que recomendo muito. Também um imã de geladeira por US$ 6 e um copinho de shot por US$ 2. A cerveja da região é a Kalik, bem leve e fácil de beber, e pode ser encontrada na maioria dos estabelecimentos por, aproximadamente, U$S 4. Ainda no centro estão restaurantes famosos como Burger King, Hard Rock Café e a cafeteria Starbucks.

O retorno ao navio estava marcado para as 13h30 e depois de explorar as ofertas do centro de Nassau seguimos viagem. Me arrependi de ter destinado tempo para as compras, pois poderia ter visitado outras praias, como Love Beach, Cabbage Beach e Cable Beach – saem excursões e taxis do porto -, além do Museu Pirata de Nassau, localizado no centro da cidade.  É certo que o histórico de disputas entre França, Inglaterra e Espanha por Nassau e a presença de piratas na região é um passado interessante de ser explorado, mas, sobre o museu, ouvi o comentário de uma colega que pode o tornar não recomendável: segundo ela, só falta o Jack Sparrow para o show ficar completo.

Foto: Thaís Sabino

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