Zoo Luján: uma visita à jaula de tigres e leões na Argentina

Zoo Luján (Fábio Padilha)
Zoo Luján (Fábio Padilha)

Acariciar tigres e leões, dar alimentos para elefantes e passear de dromedário. Quando encontrei o Zoo Luján na internet, enquanto pesquisava pontos de visitação em Buenos Aires para montar um roteiro diferente, fiquei encantada e o zoológico que fica em uma cidadezinha na província de Buenos Aires foi para o topo da lista. Tirando a parte que fiquei encanada por os animais serem tão dóceis, foi perfeito! Se tivesse que escolher um ponto imperdível da viagem, seria o Zoo Luján, com certeza.

Estávamos há um dia em Buenos Aires, deixei o zoológico para o segundo dia do roteiro, já que é um pouco distante. Levamos cerca de duas horas para chegar ao local. Pegamos o metrô até a estação Plaza Itália, na avenida Sta Fe, fomos até uma lojinha para adquirir o cartão SUBE e carregamos com quatro passagens na bilheteria do metrô. Custa 10 pesos cada trecho. O ponto de ônibus da linha 57, da companhia Atlântida, fica na avenida Sarmiento, pertinho da estação e é indicado por uma plaquinha um tanto quanto escondida.

O ônibus – um vermelho, bonito, com bancos estofados e reclináveis, e ar condicionado – demorou cerca de 30 minutos para chegar. Depois de quase duas horas, descemos à beira da estrada e caminhamos até a portaria do zoo. A entrada para estrangeiros custa 150 pesos e dá direito a todas as atrações. Uma recomendação: leve protetor solar, repelente e, se puder, algo para beliscar durante o passeio.

Começamos pela jaula dos tigres. Estava quase sem fila e logo entramos. O instrutor falou para nos aproximarmos para tirar foto, enquanto jogava leite na boca do animal para mantê-lo desperto. De tão pacato que estava o tigre, passei a mão nas costas dele sem grandes problemas. Depois, foi a vez da leoa, que estava deitada em uma mesa de madeira esperando os visitantes baterem fotos com ela. Os animais são realmente lindos de perto, foi emocionante, e, claro, intrigante a docilidade exagerada.

Zoo Luján (Fábio Padilha)
Zoo Luján (Fábio Padilha)

 

Continuamos a caminhar pelo zoológico, vimos uma piscina de lobos-marinhos e chegamos até o dromedário, bem ao fundo do parque. Com o ticket da entrada, o instrutor leva o turista para dar uma volta – quando digo “volta” me refiro a três minutos de passeio – para bater fotos. Mesmo sendo rápido, vale a pena, afinal não é sempre que um dromedário está à disposição para ser montado.

Ao lado dos animais de origem africana, ficam os elefantes. Chegamos pouco antes de eles tomarem banho, marcado todos os dias para às 15h. A interação funciona da seguinte forma: o visitante pega uma banana, se aproxima da cerca, vira de costas e levanta a mão. Logo senti a tromba do elefante, uma coisa áspera, se enrolando no meu braço para pegar a fruta. A primeira impressão é assustadora, depois interessante e, por último, magnífica. Na hora da foto, o elefante ainda fez pose.

Seguimos para uma segunda jaula de tigres. O instrutor orienta os visitantes a sentarem ao lado do animal e passar a mão em direção ao crescimento do pelo. O sentido do “carinho” é muito importante: minha companhia não ouviu a recomendação e sentiu o calor do focinho do tigre no seu braço, além de tomar uma bronca do instrutor: “é um tigre, não é um gatinho de estimação”.

O “rei da selva” não podia faltar. Eu nunca vi um animal tão imponente como o leão. Ele tem uma cabeça enorme, uma juba elegante e um olhar hipnotizante. Devo comentar que o leão do Zoo Luján me pareceu um tanto quanto maltratado: estava magro e tinha feridas na pele. Mesmo assim, estar na mesma jaula que o felino foi uma experiência única, ainda mais depois de ele decidir levantar e começar a andar em círculos pela jaula. Confesso que só posei para foto e não tive coragem de fazer carinho.

Zoo Luján (Fábio Padilha)
Zoo Luján (Fábio Padilha)

Quem gosta de animal não tem como não se derreter ao ver os filhotinhos de tigre. Eles são lindos, brincalhões e dá vontade de pegar no colo – desejo reprimido pelo instrutor. Os pequeninos ficam entretidos comendo carne crua e frango enquanto são clicados por visitantes. Cheguei pertinho deles para a foto e só pude ouvir aqueles dentinhos destroçando os ossos do frango que estavam comendo. São pequenos, mas não tão inofensivos como eu pensava.

Por último, vimos uma funcionária alimentar dois filhotes de ursos com quatro garrafas pet de leite e visitantes interagirem com tigres brancos. Acho que a pergunta da maioria das pessoas que conhece o Zoo Luján é: como eles mantêm os animais tão dóceis? A explicação do zoológico: tigres, leões e outros selvagens são criados junto a cachorros, que ensinam como deve ser a convivência com humanos. Em cada jaula, realmente ficam um ou dois cães, que são respeitados e até reprimem algumas atitudes dos “selvagens”.  Algumas pessoas, porém, acreditam no uso de tranquilizantes.

Zoo Luján (Fábio Padilha)
Zoo Luján (Fábio Padilha)

 

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